segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

40 Anos de Reflexão

Irmãos de Sangue Alvinegro!
Costumo dizer que o Galo e SuA Massa, mesmo sem conquistar um título à altura do Campeonato Brasileiro desde a glória de 19 de dezembro de 1971, ainda incomoda e impõe a força do Clube Atlético Mineiro não só em Minas Gerais, mas, enaltecendo nosso hino!, no cenário esportivo mundial.
Hoje, vemos a torcida conspirar contra jogadores que vestem a camisa - goleiros, zagueiros, laterais, meias e atacantes são impiedosamente criticados.
Já passa pelo tempo e corre da memória o elenco de 1971, com jogadores que poderiam ser considerados atualmente por essa mesma torcida como jogodores medianos ou até indignos de vestir o manto alvinegro. Vejam o exemplo do goleiro Renato, que nem vejo ser vangloriado pelA Massa como um talento individual. O arqueiro se garantia com o trabalho da dupla de zaga Vantuir e Grapete - estes sempre lembrados!, auxiliados pelos laterais Humberto Monteiro e Oldair - à época escalado como lateral esquerdo mas exercendo o contemporâneo papel de ala marcador de 7 gols!
Ora atrás, ora à frente, o par de cabeças-de-área Humberto Ramos e Vanderlei complementavam defesa e ataque - 3 gols.
Tal consistência defensiva é comprovada pelo frio número de 17 gols tomados naquela campanha de 27 jogos, com nenhuma goleada sofrida e apenas 3 aplicadas.
Se é prá falar em gols, contemplemos a dupla de atacantes Romeu e Dario - nosso "Maravilha", sempre a trabalho de jogadas arquitetadas pelos pilares da armação formada por Ronaldo e Spencer, complementada por Lola e Guará - ao todo, 27 gols, 15 de Dadá.
Elias Kalil, glorioso pai do atual Presidente reeleito Alexandre, fez jogar em idos de 1970 uma equipe de base, com o sangue alvinegro correndo nas veias capitaneados por ícones do porte de João Leite, Luizinho, Toninho Cerezo, Éder e Reinaldo e que encantou A Massa em todo o decorrer dos anos 1980.
Estas três décadas bastam para rememorar que não é a ausência ou a existência de talentos individuais que leva o Galo à condição histórica de verdadeiro incômodo para simpatizantes de outros clubes e dirigentes de outras "praias", mas a formação de equipes que se identificam num grupo e se tornam cúmplices na alegria ou na tristeza, no sucesso ou no fracasso.
Ver o tricampeonato arrancado pelos garotos conterrâneos da Cidade do Galo no Torneio Internacional Future Champions sobre o mesmo arquirrival que humilhou o elenco profissionalmente afortunado da última rodada do Brasileirão é um alento que pode confortar (Eu não disse conformar) corações atleticanos. Com menos de 17 anos, promessas de um grupo demonstraram que espírito de equipe e cumplicidade levam muito mais ao longe que meros talentos individuais.
Danilinho, Diego Tardelli, Pierre, são nomes que confortam A Massa, mas se Alexandre Kalil e Cuca não fizerem o (seu) trabalho de engajarem o elenco no ideal de "Vencer, Vencer, Vencer", havemos de ver mais um ano se passando depois de longos 40 anos após o fantástico título arrancado em pleno Maracanã.
Saudações atleticanas!

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